São João da Caparica 2  São João da Caparica 2  São João da Caparica 2  São João da Caparica 2

Nome do Projecto   Trafaria - Plano de Pormenor do Torrão (PP2)
Clientes Urbanizadora da Praia do Sol, S.A.
Área de Intervenção ~ 7 ha
Data Inicial 2006
Data Final 2009
Tipo de projecto Ambiente
Desenvolvimento Urbano
Fase de projecto Concepção e Planeamento
Localização Trafaria, PORTUGAL

Tipo de Intervenção

 

 

A Parque EXPO foi incumbida de elaborar o plano de pormenor.

objectivos

 

 

Definir uma visão integrada para as intervenções de recuperação urbana e ambiental desta área do Concelho de Almada, identificando intervenções prioritárias e necessidades de conciliação de interesses entre entidades públicas e privadas.

 

Pretende-se um modelo fortemente marcado por condicionantes ambientais, económicas e sociais.

  • Promover a valorização das condições naturais tendo em consideração a sua especificidade e o potencial de excelência no contexto metropolitano
  • Resolver o ordenamento ao longo da plataforma litoral, articulando a expansão da Trafaria com a Costa da Caparica, proporcionando a fixação de actividades com valor acrescentado
  • Enquadrar o ordenamento da plataforma da Arriba precavendo antecipadamente pressões decorrentes da eventual travessia Algés-Trafaria
  • Promover as acessibilidades com especial atenção para o incremento do transporte

Descrição

 

 

O território em que se insere a área de intervenção configura a expansão natural para poente da Trafaria, ao longo da frente ribeirinha do Tejo.

Antiga frente de praia, foi remetido para uma situação interiorizada após a construção do aterro para acolher o terminal de granéis sólidos e as silagens da SILOPOR, intervenção que alterou profundamente a relação do território com a praia, bloqueando-lhe o acesso directo e confrontando-o com construções de enorme volumetria cuja presença alterou profundamente a imagem.

A desvalorização da relação com a frente ribeirinha foi acompanhada por uma degradação da utilização. Na antiga frente litoral, as instalações anteriormente destinadas a apoio de pesca (armazéns individuais de aprestos) foram progressivamente utilizadas indevidamente para uso habitacional.

Para além desta ocupação de génese ilegal, em do domínio público do Estado área sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL), o território veio a ser ocupado com sucessivos programas de habitação social, hoje em dia obsoletos ou degradados e que deverão ser reequacionados.

A sua ocupação, por adição sucessiva de realização sem obediência a um planeamento e em parte de origem clandestina, carece de coerência ao nível do desenho urbano, para acomodar uma nova estrutura de mobilidade – articulação do IC32 com a rede viária existente e a criação de um corredor para o Metro do Sul do Tejo (MST) – o que justifica a revisão da estrutura de ocupação.

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