Zona Oriental de Lisboa
Património do País, a Exposição Mundial de Lisboa, realizada de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998, permitiu requalificar a zona oriental da capital que se encontrava abandonada e à mercê de um processo de degradação contínuo.
Até ao final do século XIX, a área onde hoje se situa o Parque das Nações era uma zona rural na margem do rio Tejo. Com a industrialização de Lisboa, na primeira metade do século XX, foi o local escolhido para a primeira refinaria petrolífera do país.
Os hidroviões – os velhos Clippers da Pan American – que ligavam os Estados Unidos à Europa, faziam escala na então inaugurada Doca dos Olivais, depois de amarrarem no rio Tejo (mar da Palha).
Nos anos 60 do século passado, a zona deteriorou-se, transformando-se num campo contaminado, repleto de detritos das indústrias obsoletas.
Edifícios em ruína, toneladas de aço e de ferro retorcido, tanques de combustível decrépitos, um velho matadouro, centenas de contentores marítimos empilhados, cemitérios de material de guerra, incluindo viaturas militares destruídas, constituíam a visão do local.