O conselho de administração, nomeado para exercer funções no triénio 2011/2013, entrou em funções a 2 de novembro de 2011 com a missão de executar um plano de racionalização e alienação de ativos e participações financeiras da empresa, honrando os compromissos assumidos e minimizando o esforço financeiro do acionista Estado, tendo em vista a liquidação e extinção da Parque EXPO até 30 de junho de 2013. A concretização desta missão será executada num contexto de uma atividade económica recessiva e de fortes restrições de liquidez do mercado financeiro, colocando assim um desafio ao conselho de administração da Parque EXPO no ajustamento da liquidez dos ativos à exigibilidade dos passivos e na redução do esforço financeiro do Estado.
No exercício de 2011 o endividamento da Parque EXPO reduziu de 225 milhões de euros para 189 milhões de euros, o que se traduziu num decréscimo de 16%, sobretudo em resultado do encaixe de um aumento de capital social no montante de 50 milhões de euros, realizado no primeiro semestre de 2011.
A Parque EXPO obteve em 2011 um resultado líquido negativo no valor de 25.860 milhares de euros, o que representa uma variação negativa de 20,9 milhões de euros face ao prejuízo de 4.980 milhares de euros registado no exercício anterior.
OCEANÁRIO DE LISBOA
O ano de 2011 será recordado como um ano de referência do Oceanário de Lisboa, no qual se concluiu com sucesso o mais ambicioso e exigente projeto em que esta empresa esteve envolvida desde a sua origem: A expansão do Oceanário de Lisboa, com um investimento de 4,8 milhões de euros, numa nova área de 3.300 metros quadrados dedicada a exposições temporárias, um auditório e um restaurante - Edifício do Mar. O rigor e empenho dos colaboradores envolvidos neste projeto de expansão, realizado em simultaneo e sem interrupção da operação principal do Oceanário de Lisboa, permitiram cumprir o prazo e orçamento estipulados.
A decisão de investimento para o projeto de expansão foi suportada na necessidade de reforçar a capacidade do Oceanário de Lisboa de cumprir a sua missão, assegurando a sustentabilidade económica e financeira da empresa a longo prazo. Estes objetivos foram confirmados pelos melhores resultados líquidos de sempre registados em 2011, no montante de 1,4 milhões de euros, e pela capacidade de atrair visitantes com um novo recorde diário
registado de mais de 12 mil pessoas em dezembro de 2011. No atual quadro de reestruturação do Grupo Parque EXPO, no qual o Oceanário de Lisboa se insere, constitui uma responsabilidade acrescida do Conselho de Administração, o qual assume com total compromisso e empenho, potenciar o contributo do Oceanário de Lisboa para a sustentabilidade e conservação dos oceanos, na sua vertente científica e pedagógica, e aumentar o contributo das ciências do mar para a prossecução e desenvolvimento da economia do mar em Portugal.
ATLÂNTICO – PAVILHÃO MULTIUSOS DE LISBOA
A atual conjuntura económica adversa fez-se sentir com maior impacto na Atlântico, S.A. tendo-se verificado uma redução de 36% nos eventos realizados e 40% na taxa de ocupação em número de dias. Dos 80 eventos realizados em 2011, 24 foram espetáculos ao vivo e 56 foram eventos de natureza corporate. Neste contexto recessivo de atividade verificou-se uma redução do volume de negócios de cerca de 24% a qual foi acompanhada com uma redução de 20% nos gastos operacionais, o que permitiu que a empresa mantivesse um desempenho económico equilibrado traduzido, em termos de contas individuais, num resultado líquido
positivo. Tanto a Atlântico como a Blueticket (participada a 100% pela Atlântico e responsável pelo negócio de bilhética) foram identificadas no âmbito do plano de alienação de ativos e participações financeiras, estando em curso o processo de venda do equipamento Pavilhão Atlântico conjuntamente com as duas sociedades.
MARINA DO PARQUE DAS NAÇÕES
Relativamente à Marina do Parque das Nações, S. A. a taxa de ocupação da marina atingiu em 2011 os 53%, uma subida de 20 p.p. quando comparada com a de 2010. Apesar de se ter verificado um aumento de cerca de 70% no volume de negócios em 2011, os resultados antes de depreciações e gastos de financiamento ainda não são positivos. O plano para 2012 prevê a continuação do crescimento da atividade da marina, quer em residentes quer em visitantes, estimando-se que a taxa de ocupação para embarcações a nado e a seco supere os 60%. As condições de comercialização do Edifício Nau terão de refletir a situação do setor imobiliário, nomeadamente com a flexibilização das condições contratuais da cessão dos espaços comerciais para que o edifício possa desempenhar um
papel central na dinamização da marina.
GESTÃO URBANA DO PARQUE DAS NAÇÕES
A Parque Expo – Gestão Urbana do Parque das Nações, S. A. continuou ao longo de 2011 a desenvolver a atividade de gestão urbana do Parque das Nações. Na sequência da decisão de extinção da Parque EXPO, foi comunicado aos Municípios de Lisboa e de Loures a decisão de proceder, até 30 de junho de 2012, ao encerramento de todas as atividades exercidas pela Parque Expo – Gestão Urbana. No exercício de 2011 o endividamento consolidado do Grupo Parque EXPO reduziu de 289
milhões de euros para 250 milhões de euros, o que se traduziu num decréscimo de 13%, sobretudo em resultado do encaixe de um aumento de capital social no montante de 50 milhões de euros, realizado no primeiro semestre de 2011.
O Grupo Parque EXPO obteve em 2011 um resultado líquido consolidado negativo no valor de 18.384 milhares de euros, o que representa uma variação negativa de 12.158 milhares de euros face ao prejuízo de 6.226 milhares de euros registado no exercício anterior.
John Antunes